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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

CLEUSA GIOVELLI COOPERATIVISMO COACEN



FACULDADE DE SORRISO
CURSO DE ADMINISTRAÇÃO


CLEUSA GIOVELLI














COOPERATIVISMO
COACEN


























SORRISO-MT
                                                                       2012       
                                                                           




 
SUMÁRIO



A primeira forma primitiva de cooperativismo se destaca nos processos de caças, onde os caçadores se uniam na busca de alimento para a tribo. As primeiras idéias de Cooperativismo na humanidade surgiram há muitos anos atrás, quando os homens já demonstravam a necessidade de viver em grupo para defender os interesses comuns. 
O cooperativismo tratava-se de um movimento simples, empírico e espontâneo de solidariedade, sem maiores preocupações com técnicas ou princípios organizacionais de forma definida e estruturada.
Cooperativa pode ser definida como a reunião de um conjunto de pessoas que buscam em conjunto medidas para os objetivos em comum. Para o funcionamento de uma cooperativa exige-se uma estrutura solida cuja força é distribuída pela Assembléia Geral, Administração e Conselho Fiscal.
O cooperativismo evoluiu e conquistou seu próprio espaço, definido pela sua nova forma de pensar o homem, o trabalho e o desenvolvimento social.
A valorização da união entre as cooperativas existe desde o seu surgimento, e hoje elas estão organizadas internacionalmente, pela entidade que coordena nos cinco a ACI – Aliança Cooperativa Internacional.  
Nesse trabalho foram aborda um pouco da historia, da Cooperativa Coacen - Cooperativa Agropecuária e Industrial Celeiro Do Norte com sede em Sorriso - MT, fundada há sete anos, o atual presidente Gilberto Peruzi, concedeu uma entrevista com o intuito conhecer melhor a cooperativa.
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1.1 COOPERATIVISMO
As primeiras idéias de Cooperativismo na humanidade surgiram há muitos anos atrás, quando os homens já demonstravam a necessidade de viver em grupo para defender os interesses comuns. 
Para Rios (1998), Cooperativismo é:
O Cooperativismo é uma doutrina econômica estruturada para a geração de riquezas através do livre associativismo entre as pessoas que espontaneamente concordam em criar uma cooperativa em qualquer segmento produtivo permitido pela legislação e, unidas pelos mesmos ideais e tendo os mesmos objetivos, buscam satisfazer suas necessidades financeiras e de realização pessoal e profissional através da produtividade e da valorização humana e não da exploração do homem pelo homem.

Sendo assim os valores das cooperativas baseiam-se em valores de ajuda mútua e responsabilidade, democracia, igualdade, equidade e solidariedade. Os membros das cooperativas acreditam nos valores éticos da honestidade, transparência, responsabilidade social e preocupação pelo seu semelhante
Segundo Thenório Filho:
Tem-se conhecimento também que as formas de economias coletivas se assemelham ao cooperativismo desde os tempos do Império dos faraós, onde os trabalhadores se organizam em grêmios, depois nas civilizações dos Incas, onde o trabalho era um comum, sob a forma de cooperativa integral e moderna, cuja produção agrícola era dividida, sendo o trabalho prestado de acordo com a necessidade de cada participante.  

Assim o cooperativismo é um movimento econômico e social, entre pessoas, em que a cooperação baseia-se na participação dos associados, nas atividades econômicas, agropecuárias, industriais, comércios ou prestação de serviços, com vistas a atingir o bem comum.

1.2 HISTORIA DO COOPERATIVISMO
Foram vários os precursores e colaboradores para as idéias de cooperativismo, porem somente dia 21 de dezembro de 1844 foi registrada a origem das cooperativas, com fundação dos Probos Pioneiros de Rochdale, formada 27 tecelões e uma tecelã do bairro de Rochdale, em Manchester, Inglaterra.
Segundo Dorilêo:
Em virtude da necessidade de sobrevivência, os tecelões buscaram uma alternativa econômica para atuarem no mercado, frente ao capitalismo ganancioso que os submetiam, como os preços abusivos, exploração da jornada de trabalho de mulheres e crianças e o desemprego crescente oriundo da revolução industrial. Na busca por melhoria de vida e com os objetivos claros e discutidos, os trabalhadores economizaram durante 12 meses, o equivalente a 28 libras, criaram uma sociedade que atuaria no mercado, tendo como finalidade o homem, não o lucro.  

Tendo o homem como principal finalidade, e não o lucro, os tecelões de Rochdale buscavam naquele momento uma alternativa econômica para atuarem no mercado, frente ao capitalismo ganancioso que os submetiam a preços abusivos, exploração da jornada de trabalho de mulheres e crianças (que trabalhavam até 16h) e do desemprego crescente advindo da revolução industrial.  Naquele momento a constituição de uma pequena cooperativa de consumo no então chamado "Beco do Sapo" (Toad Lane) estaria mudando os padrões econômicos da época e dando origem ao movimento cooperativista. 
Tal iniciativa foi motivo de deboche por parte dos comerciantes, mas logo no primeiro ano de funcionamento o capital da sociedade aumentou para 180 libras e cerca de dez mais tarde o "Armazém de Rochdale" já contava com 1.400 cooperantes. O sucesso dessa iniciativa passou a ser um exemplo para outros grupos. 
O cooperativismo evoluiu e conquistou um espaço próprio, definido por uma nova forma de pensar o homem, o trabalho e o desenvolvimento social. 
Por sua forma igualitária e social o cooperativismo é aceito por todos os governos e reconhecido como fórmula democrática para a solução de problemas sócio-econômicos e de libertação do trabalhador dos vínculos patrimoniais.

 1.3 SISTEMA COOPERATIVISTA
A valorização da união entre as cooperativas existe desde o seu surgimento, e hoje elas estão organizadas internacionalmente. A entidade que coordena esse movimento nos cinco continentes é a Aliança Cooperativa Internacional - ACI.
Criada em 1895 e atualmente sediada em Genebra, Suíça, essa associação não governamental e independente reúne, representa e presta apoio às cooperativas e sua correspondente organização Objetiva a integração, autonomia e desenvolvimento do cooperativismo. 
Em 1946 o movimento cooperativista representado pela ACI - Aliança Cooperativa Internacional foi uma das primeiras organizações não governamentais a ter uma cadeira no Conselho da ONU - Organização das Nações Unidas.
Desde 16 de Setembro de 1997, para nosso orgulho, foi eleito presidente da ACI, o brasileiro, produtor agrícola e professor - Roberto Rodrigues. Primeiro não europeu a assumir o cargo principal em 103 anos de existência da organização. Quando no Brasil, a sede do presidente da ACI. Fica também nas dependências da OCESP, São Paulo.
No âmbito do continente americano essa articulação é feita hoje pela Organização das Cooperativas da América - OCA fundada em 1963. Essa entidade tem sua sede na cidade de Bogotá, Colômbia, e integra as representações de vinte países, incluindo o Brasil.

 1.4 O COOPERATIVISMO NO BRASIL
Remontando no tempo, vamos encontrar em 1610, com a fundação das primeiras reduções jesuíticas no Brasil, o início da construção de uma espécie de estado cooperativo em bases integrais. Por mais de 150 anos, esse modelo deu exemplo de sociedade solidária, fundamentada no trabalho coletivo, onde o bem-estar do indivíduo e da família se sobrepunha ao interesse econômico da produção. A ação dos padres jesuítas se baseou na persuasão, movida pelo amor cristão e no princípio do auxílio mútuo (mutirão), prática encontrada entre os indígenas brasileiros e em quase todos os povos primitivos, desde os primeiros tempos da humanidade. 
Porém, é em 1847 que situamos o início do movimento cooperativista no Brasil. Foi quando o médico francês Jean Maurice Faivre, adepto das idéias reformadoras de Charles Fourier, fundou, com um grupo de europeus, nos sertões do Paraná, a colônia Tereza Cristina, organizada em bases cooperativas. Essa organização, apesar de sua breve existência, contribuiu na memória coletiva como elemento formador do cooperativismo brasileiro. 
Contudo, para aprofundar-nos no desenvolvimento histórico do cooperativismo no Brasil, é necessário fazê-lo por ramos, ou seja, tipos de cooperativas, já que cada um teve a sua própria história, com dificuldades e sucessos distintos, dependendo, quase sempre, das facilidades ou obstáculos oferecidos pelo Governo


2.1 COACEN - COOPERATIVA AGROPECUARIA E INDUSTRIAL CELEIRO DO NORTE

            Uma empresa com sete anos de atuação, fundada em 19 de agosto de 2005, possui 142 sócios e 45 famílias.
A cooperativa agrícola tem como objetivo comprar insumos e vender a produção de seus cooperados. Seu foco é atender as necessidades de suprimento das lavouras e de seus cooperados e comercializar a produção.

Presidente da Cooperativa: Gilberto Peruzi
O que o motivou ser presidente da cooperativa?
"Alguém precisa estar à frente, alguém que disponibiliza de tempo, sabedoria e disposição para liderar o grupo. Por votação secreta, nos elegemos o presidente e vice-presidente."

Qual é o período do seu mandato?
"Há quatro anos atrás fizeram essa lei de que a diretoria da cooperativa permanece por 2 anos, portanto minha ocupação na diretoria será por 2 anos."

Quando iniciou e quando terminará?
"Este é meu 2ª mandato, o período vai de janeiro a dezembro, com um prazo ate dia 30 de março. Assim meu mandato acabará dia 30 de março de 2013".

Se houvesse uma eleição nesse momento gostaria de ser reeleito? Sim ou não? Por que da resposta?
"Minha resposta é sim, todos querem ser presidente, porem não basta isso, tem que gostar. Com certeza é uma política, precisamos estar aptos para o ramo, tem que ter perfil, tempo, disposição. Muitas vezes deixamos famílias, almoços, para estar à frente, comandando um negocio de 45 famílias".

Sócio da Cooperativa: Luiz Henrique Gardin Rubin
Há quanto tempo é sócio?
"3 anos".

Por que associar a esta cooperativa?
"Para obter benefícios através das compras e vendas coletivas angariando mais fundos, portanto volumes maiores dando maior poder de barganha tanto na compra como na venda".

Quais os benefícios encontrados neste segmento (ramo) de cooperativa que lhe faz permanecer como cliente?
"Os benefícios são preços mais baixos nas compras, devido o alto volume e melhores ofertas nas vendas, pois consegue-se através da cooperativa construir grandes lotes de produto sendo possível ate uma exportação direta".

Em ordem crescente enumere:
Cinco pontos fortes e Cinco pontos fracos
Pontos Fortes:
1 - Preços baixos na compra, devido ao alto volume.
2 - Bons preços na venda, devido ao alto volume.
3 - troca de informações, bom relacionamento entre os sócios.
4 - Inovações tecnológicas, através da compra direta com as multinacionais, as mesmas disponibilizam palestras e curso aos cooperados em parceria com a cooperativa.
5 - Facilidade nas negociações devido haver varias pessoas envolvidas em um sistema complexo que não seria facilmente gerido por uma empresa familiar.
Pontos Fracos:
1 - Acatar decisões em grupo, como cooperativa a democracia prevalece mesmo que algumas vezes alguns associados não concordem com determinada decisão, porem a maioria define.
2 - Falta de aptidão e perfil para estar a frente como diretoria, esta cooperativa é administrada e gerida pelos próprios cooperados, porem muitos não se enquadram no perfil de diretores ou cargos para o bom andamento das funções cooperativas, tornando assim o material humano escasso e pouco rotativo.
3 - Manter a palavra, em tempos de mal negocio a cooperativa não pode desfazer acordos pré-estabelecidos, ou seja, muitas vezes podendo adquirir o mesmo produto por preço mais acessível. A Coacen se compromete a pagar o que já estava acordado, afinal tem um nome a zelar.
3.1 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Assim como mostra na entrevista um dos sócios cita, que o beneficio de ser um cooperado é fundamental para sua lucratividade, pois os preços são baixos, em uma compra com volume grande.
O cooperativismo evoluiu e conquistou seu próprio espaço, definido pela sua nova forma de pensar o homem, o trabalho e o desenvolvimento social. Os cooperados têm direitos a participar, a serem informados, e serem ouvidos nas tomadas de decisões.



REFERÊNCIAS

DORILÊO, José Mauro Gonçalves. Cooperativismo. 2 ed. Brasília: LK Editora, 2007.

RIOS, L. O. Cooperativas brasileiras. Manual de Sobrevivência e Crescimento Sustentável. 10 lições práticas para as cooperativas serem empresas bem sucedidas em mercados globalizados. São Paulo: STS, 1998

THENÓRIO FILHO. Luiz Dias. Pelos caminhos do Cooperativismo: Com destino ao crédito mútuo. 2 ed. Ampliada. São Paulo: Stilo, 2002

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