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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

RESENHA CRÍTICA DO LIVRO “O MONGE E O EXECUTIVO” GRAZIELE CAMINSKI SIMÕES



UNIVERSIDADE DE CUIABÁ
CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS


RESENHA CRÍTICA DO LIVRO “O MONGE E O EXECUTIVO”

GRAZIELE CAMINSKI SIMÕES
























Sorriso
2012/2

GRAZIELE CAMINSKI SIMÕES

















RESENHA CRÍTICA DO LIVRO “O MONGE E O EXECUTIVO”





Resenha crítica apresentada ao curso de Ciências Contábeis da Universidade de Cuiabá, como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel em Ciências Contábeis sob orientação do Prof. Esp. Jazon Pereira.




















Sorriso
2012/2

1 APRESENTAÇÃO

James C. Hunter nasceu no dia 26 de junho de 1955 em Detroit – Michigan e trabalha com treinamento e desenvolvimento humano há mais de 25 anos, a maioria deles como diretor da J. D. Hunter Associates, L.L.C, consultoria de treinamento e desenvolvimento humano, com sede nos Estados Unidos. Hunter é muito solicitado como instrutor e palestrante, principalmente nas áreas de liderança funcional e organização de grupos comunitários. Seus clientes incluem algumas das mais admiradas empresas do mundo, como Nestlé, American Express, Procter&Gamble, entre outros.
James C. Hunter é autor dos livros “Como ser um Líder Servidor” e “O Monge e o Executivo”.

2 O MONGE E O EXECUTIVO

O livro “O Monge e o Executivo” narra as experiências de John Daily, um homem bem sucedido, casado há 18 anos com Rachel, pai de John Jr e Sara, aparentemente viviam de maneira confortável e feliz. Porém sem que ele se desse em conta sua vida se desestruturou, com problemas no trabalho, em sua família e até mesmo com o time de beisebol em que era treinador.
Após uma conversa com o pastor a pedido de sua esposa ele decide ir a um retiro espiritual de sete dias, vendo isso como um sacrifício para agradar a sua amada e pensando apenas em encontrar um ex-executivo de sucesso de uma das maiores empresas dos Estados Unidos da América, Leonard Hoffman chamado no mosteiro de Frade Simeão. Para John esse nome “Simeão” o intrigava pelas coincidências, pois o acompanhara desde o seu batismo até em seus sonhos.
O tema do retiro era voltado à essência da liderança, participando dele John e outras cinco pessoas também líderes em suas funções, sendo ministrado em aulas diárias por Simeão com o objetivo de ajudar o grupo a colocar as idéias no lugar e descobrir as causas das dificuldades em desempenhar seus papéis.
O personagem do frade procura deixar claro que liderança e gerência são coisas diferentes. Enquanto gerência costuma funcionar somente num certo período de tempo e define-se como gerenciar coisas e não pessoas, liderança é equivalente a influenciar pessoas a trabalhar entusiasmadas para um objetivo comum sendo que esta é a longo prazo, estimando um resultado final satisfatório a todos os envolvidos, chefe, empregado, empresa e cliente.
Seguindo esse contexto, relata-se que é preciso compreender poder e autoridade, explicitando que poder é uma faculdade de forçar as pessoas a fazer a vontade de outrem mesmo elas preferindo não a fazer, e já autoridade como uma habilidade de levar as pessoas a fazer espontaneamente a vontade do outro por causa de sua influência pessoal.
O autor destaca que a chave para a boa liderança é executar as tarefas à medida que se constroem os relacionamentos, pois não há liderança sem eles e para que isso de fato aconteça um líder deve ser parceiro, honesto, comprometido, ter respeito, pedir ajuda quando achar necessário e acima de tudo transmitir confiança, ela é a cola dos relacionamentos.
No que se diz respeito à arte de ouvir é abordado a importância de ser um bom ouvinte, mostrando que interromper as pessoas no meio de uma frase é enviar mensagens negativas e desrespeitosas o que deixa claro que a mente está ocupada com a resposta e chamando atenção para o fato de que se não se ouve não valoriza-se a opinião alheia.
Através de Simeão o autor ressalta que os melhores sentimentos da vida, como a alegria, são totalmente gratuitos e que os bens materiais nem sempre vem acompanhados de felicidade.
No segundo capítulo, James Hunter fala sobre o que são paradigmas demonstrando a necessidade de desafiá-los. Exemplificando a pirâmide da Administração que precisa ser modificada para a melhora no sistema de liderança, visando remover obstáculos, destacando que o cliente é o foco e deve ser o mais satisfeito, pois é através dele que a empresa terá sucesso, logo, o patrão ficará feliz com o desempenho de seus subordinados.
  O autor abre uma discussão a respeito das necessidades e vontades citando a hierarquia das necessidades humanas, ou seja, a pirâmide de Maslow, afirmando que o líder deve identificá-las e satisfazê-las até certo ponto, percebendo as diferenças entre elas.
Segundo ele um líder deve servir e dá o exemplo de Jesus Cristo que mesmo sem ter poder influenciou e influencia pessoas do mundo inteiro que nunca coagiu ninguém para que o seguisse, sendo assim o resultado do seu sacrifício.
Ainda nesse contexto James Hunter traz em sua abordagem que as intenções pouco significam se não forem acompanhadas por ações e de acordo com ele as intenções somadas às ações concretizam a vontade.
No quarto capítulo do livro fala-se sobre o verbo mostrando como fator mais importante dentro da liderança o amor ágape definido por ele como o ato de se colocar a disposição dos outros, identificando e atendendo as necessidades. Trata-se de uma liderança “amorosa” em que o amor refere-se a comportamento, estimulando a construção de novas realidades. Assim liderança esta diretamente ligada ao amor. Hunter ressalta ainda que comportamentos positivos produzem sentimentos positivos.
Em seguida ele diz que o ambiente também é muito importante para que as coisas evoluam e começa pelo comportamento que o líder tem em relação aos seus liderados, a pessoa deve se sentir bem, valorizada e respeitada, ou seja, é preciso criar condições adequadas com carinho e cuidado. Porém é necessário estabelecer normas de comportamento, o que é possível ou não, fornecendo condições à mudança e a motivação do colaborador como influência nas suas escolhas, pois somente ele pode mudar a si mesmo.
A liderança começa com uma escolha, então segundo James Hunter o modo de ser das pessoas depende das decisões que requer a responsabilidade em assumir as ações de acordo com a s intenções tenho em vista a disciplina, que não é algo natural e sim adquirido, tornando-se habito ou habilidades, geradas a partir de estágios, para que em conseqüência dessas de forma inconsciente e habilidosa se realize o primeiro passo rumo ao sucesso.
Portanto, para cada esforço disciplinado há uma recompensa como é relatado no sétimo capítulo, ele afirma que quando examina-se tudo o que se requer para liderar com autoridade é exigido muito trabalho, e conquista-se com amor conforme os princípios colocados em prática, onde quer que seja, em família, no trabalho, ao redor para com os outros gerando a maior recompensa que é a alegria, uma satisfação interior que mostra a sintonia com os bons valores da vida deixando o ego de lado para simplesmente estar disposto a servir e ajudar.

3 CONCLUSÃO

É incrível a forma com que James Hunter aborda o tema liderança influenciando nossos pensamentos a refletir profundamente a essência de liderar no cotidiano, nos remetendo a uma série de questionamentos interiores de como estamos nos comportando em nosso meio. Será que estamos praticando o amor ágape com os outros? Ou, estamos tratando as pessoas como nós gostaríamos de ser tratados?
Estas foram as primeiras perguntas que me fiz após ler o livro e talvez também seja um dos propósitos do autor nos fazer buscar as repostas para estas questões.
Lidamos todos os dias com alguma forma de liderança seja ela no trabalho, em casa, no meio acadêmico ou até mesmo em nosso círculo de amizades, somos influenciados e também podemos influenciar tanto de maneira positiva quanto negativa. Através dos modelos expostos por Hunter podemos identificar qual o tipo de liderança que exercemos ou a que somos submetidos e se realmente estamos fazendo de maneira certa em nossos relacionamentos, se estes estão colados realmente ou a qualquer momento podem se romper.
É possível destacar que o amor como comportamento, nos aspectos de bondade, paciência, respeito, generosidade e perdão, é imprescindível dentro de uma liderança de sucesso e que somente nos doando aos outros e servindo podemos ser recompensados.
Por fim, conclui que liderança começa com uma escolha nada fácil e cabe somente a nós essa decisão.


REFERÊNCIAS

HUNTER, James C. O Monge e o Executivo: Uma história sobre a essência da liderança. Rio de Janeiro, Brasil. Editora Sextante, 2004.

Um comentário:

  1. Adoro o livro,classifiquei-o como: um livro para ler todos os anos, por que eu vejo a vida descrita naquelas páginas e nem sempre serei o mesmo personagem.

    Gostei muito desse trabalho feito aqui no Blog.

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