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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Cooperativismo Jaqueline Sousa



1. INTRODUÇÃO
O presente trabalho foi desenvolvido com o intuito de mostrar como funciona uma cooperativa que é uma sociedade de pessoas que se unem, voluntariamente, para satisfazer aspirações e necessidades econômicas, sociais e culturais comuns, por meio de uma empresa de propriedade coletiva e democraticamente gerida.
E diante desse conceito busquei desenvolver na pratica o funcionamento da mesma, entrevistando um presidente de uma cooperativa que no caso trata-se de uma prestadora de serviço onde a cooperativa intermédia a venda de grãos para os sócios, e diante dessa entrevista quis comprovar se a teoria e a pratica andam juntas realmente.


           


2. COOPERATIVISMO
Lucia Young (2008, pg. 17), no vocabulário Jurídico, define cooperativismo como:
         “Derivado do latim cooperativus, de cooperari, (cooperar, colaborar, trabalhar com os outros), segundo o próprio sentido etimológico, é aplicado na terminologia jurídica para designar à organização ou sociedade, constituída por várias pessoas, visando melhoras as condições econômicas de seus associados”
Cooperativa pode ser caracterizada pela interligação, sem visar o lucro, entre o tomador de serviços e os cooperados que irão executá-los. Neste aspecto, a cooperativa é uma extensão dos cooperados. Celebram contrato de sociedade cooperativa, as pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir com bens ou serviços para o exercício de uma atividade econômica, de proveito comum, sem objetivo de lucro.
A partir da criação da Sociedade dos probos pioneiros de Rochdale, a idéia de cooperação ganhou novos contornos. O que antes acontecia na forma de agrupamento momentâneo com objetivos específicos, agora se tornava um sistema duradouro que gerava resultados extremamente positivos para todos. Nascia o cooperativismo como movimento, filosofia de vida e modelo socioeconômico, capaz de unir desenvolvimento econômico e de bem-estar social.
O Cooperativismo é um sistema fundamentado na reunião de pessoas e não no capital, em que o empreendimento comum realizado em qualquer ramo da atividade, visa às necessidades do grupo e não ao lucro, busca prosperidade conjunta e não individual.
Essa diferença faz do cooperativismo uma alternativa socioeconômica que leva ao sucesso com equilíbrio e justiça entre os participantes. Associado a valores universais, o cooperativismo se desenvolve independentemente de língua, credo ou nacionalidade e tem como princípios:
● Adesão livre e voluntária;
● Gestão democrática e livre;
● Participação econômica dos associados;
● Autonomia e independência;
● Educação, formação e informação;
● Inter cooperação;
● Preocupação com a comunidade (Responsabilidade Social)
Já segundo o autor Marco Antonio Perez Alves, a cooperativa é uma sociedade de pessoas que se unem, voluntariamente, para satisfazer aspirações e necessidades econômicas, sociais e culturais comuns, por meio de uma empresa de propriedade coletiva e democraticamente gerida.
Para a organização de cooperativas brasileiras (OCB), a sociedade cooperativa deve ser constituída por no mínimo vinte pessoas naturais, sem intenção de lucros.




3. COOPIRANGA – Cooperativa Mista dos Produtores Rurais de Ipiranga do Norte
A Coopiranga atua no mercado há 03 anos, tem um total de 40 sócios, mas apenas 23 destes são ativos e fazem parte ativamente da cooperativa. Ela atua no mercado de intermediação de vendas de grãos entre produtores e compradores. Essa atividade consiste em conseguir o melhor negócio e o melhor preço para o produtor, onde o mesmo dispõe para a cooperativa uma quantidade x de grãos para a venda e a cooperativa luta em busca da melhor proposta de compra.
A Coopiranga tem como presidente o Sr Darci Letreille, produtor e residente do município. Seu mandato iniciou-se dia 01 de janeiro de 2012 e terá termino no dia 01 de janeiro de 2013. O atual presidente exerce o cargo pela desistência do real presidente Sr. Orlando.
Ele motivou-se a candidatar-se a vice-presidente na época, pois era sócio desde o início da cooperativa, e com isso começou a fazer parte do conselho de administração. Com a desistência do Sr Orlando, foi escolhido entre os conselheiros para assumir o cargo de presidente. A eleição da diretoria é feita a cada 02 anos.
Quando perguntado sobre uma possível reeleição disse que gostaria de ser reeleito, pois vem desempenhando um bom trabalho diante dos cooperados e esta gerando um efeito positivo para a cooperativa.
Um dos associados da Coopiranga é o Sr. Ibanez Cortezia, produtor rural e residente daquele município.  É sócio da Coopiranga há um ano e meio, e na visão dele associar-se a essa cooperativa é muito favorável, pois tem segurança e tranqüilidade na venda da sua produção, além da participação nas decisões da empresa. Os benefícios são muitos, entre eles a tranqüilidade na venda, segurança no fechamento dos negócios e confiança tanto no presidente como na cooperativa.
Ele alavanca como pontos fortes: Benefícios, tranqüilidade, bom preço, qualidade no serviço e confiança na cooperativa.
Como pontos negativos, ele citou: Falta de conhecimento de alguns cooperados sobre o que realmente são cooperativas, fofocas maldosas, falta de incentivo do governo com as cooperativas.


4. CONCLUSÃO
Com o desenvolvimento desse trabalho pude realmente comprovar que uma cooperativa com um administração honesta e coerente com os objetivos dos cooperados pode sim ser de grande valia tanto para a cidade como para os sócios.
E que uma vez que cada um assume suas atribuições e todos trabalham em prou de um único objetivo e visam às necessidades do grupo e não o lucro busca prosperidade conjunta e não individual a cooperativa tem cada vez mais oportunidades de crescimento e desenvolvimento.
E como essa cooperativa apresentada no trabalho é uma prestadora de serviço, eles buscam sempre diminuir custos. E o lucro porem é alcançado com o sacrifício de todos tanto dos cooperados como da própria cooperativa.












5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Cooperativismo Brasileiro: uma historia. Ribeirão Preto, SP. Versão Br. Comunicação e marketing, 2004.
ALVES, Marco Antônio Perez. Cooperativismo, Arte e Ciência. São Paulo: Livraria e Editora Universitária de Direito, 2003.
YOUNG, Lúcia Helena Briski. Sociedades Cooperativas – Resumo Prático. Curitiba: Editora Juruá – 2008 – 8ª edição.

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